Instituto São José sofre com falta de utensílios e pede doações à sociedade

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Em abril de 1935, o Instituto São José abriu as portas para abrigar meninas carentes de Carangola e região. O que não se imaginaria quase cem anos depois é a dificuldade para conseguir manter o espaço

A presidente do conselho diretor, Mara Regina Dias, de 63 anos, afirma que atualmente existem oito crianças sendo cuidadas e que mesmo assim o dinheiro não é suficiente. Ela pede para a sociedade ajudar doando os mantimentos que estão em falta na instituição. “Precisamos de óleo, cloro, detergente, desinfetante, farinha de trigo, gelatina e arroz”, pontua. Mas quem quiser doar o que tiver disponível em casa também será muito bem-vindo. Brinquedos, roupas e outros alimentos podem ser encaminhados para o Instituto.

O dinheiro destinado ao orfanato não cobre todos os custos. A maior parte dos donativos é dada pelos cidadãos da região. “Os convênios das prefeituras de Carangola, Faria Lemos e São Francisco do Glória auxiliam com uma verba mensal que nós utilizamos para pagar os funcionários. Quando sobra alguma coisa, pagamos o gás ou outros itens básicos”, conta a presidente do conselho diretor. A cuidadora Lorenna Campos, de 26 anos, falou também sobre a necessidade de voluntários nas áreas de psicologia e nutrição. Então quem for psicólogo ou nutricionista, e tiver um tempinho livre, pode saber mais informações procurando a Mara Regina ou a Lorenna. Aproveite para se doar a quem precisa.

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As funcionárias do Instituto São José Mara Regina e Lorenna – Foto: Folha da terra

AMADRINHAMENTO

Nem só de bens materiais se vive no Instituto São José. As meninas também estão de braços abertos para quem quiser recebê-las em casa, como parte da família, durante os fins de semana.

“É só vir fazer um cadastro com a assistente social. Ela vai consultar o Fórum para ver se você está sem pendências com a justiça. No termo que irá assinar já vai constar que você não pode adotar aquela criança. Só pode mesmo ‘amadrinhar’ para passear com ela e ter um convívio familiar”, explica Lorenna.

Nada disso é obrigatório. Mesmo se decidir ser madrinha de alguma criança carente, isso não te obriga a buscá-la todo fim de semana. Se estiver ocupado, precisar viajar ou afins, não tem que estar com ela. Além disso, a ligação/contrato pode ser desfeito a qualquer momento.

Ajude uma criança. Doe o seu tempo.

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