Minas já registrou 118 surtos de conjuntivite este ano

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A infeção atinge também moradores da cidade de Carangola e região

Olhos avermelhados, pálpebras inchadas e lacrimejantes são sinais alarmantes. Esses são os principais sintomas da infecção que tem lotado os hospitais de diversas cidades da região, a conjuntivite. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), as cidades não são obrigadas a fornecer o número de casos de conjuntivite, a não ser quando é confirmado o surto. O fato é que em Carangola e região há um frequente número de casos da infecção, mesmo não sendo possível contabilizar o percentual de pessoas infectadas é notável um aumento no número.

Os casos mais comuns estão relacionados a conjuntivite viral, que pode ser facilmente contraída. Por ser um vírus de fácil transmissão, muitas pessoas acreditam que ela pode ser transmitida pelo ar, porém tal afirmação é falsa.

Acontece que o contato com alguns objetos contaminados como toalhas, travesseiros, lenços e copos podem ser hospedeiros do vírus. A disseminação é rápida em ambientes fechados, por isso é preciso um cuidado especial em creches, escolas, escritórios e fábricas.

Uma família de Natividade (RJ), cidade próxima a Carangola, teve que passar por um sério problema da transmissão da conjuntivite: pai e irmãs contraíram a infecção. Karine da Silva Pereira contraiu a conjuntivite de um amigo. Segundo ela, os sintomas foram bem incômodos. “De princípio senti muitas dores nos olhos, vermelhidão. No dia anterior quando acordei notei algumas remelas. Como eu não sou de ter remelas, achei estranho. Quando foi mais tarde começou a escorrer o líquido pelos olhos e fui ao médico”. Ela ainda conta que a irmã Kamille da Silva Pereira acabou contraindo também. Elas dividem o mesmo quarto e provavelmente houve o contato com algum objeto contaminado. Kamille reafirma: “tive os mesmos sintomas, porém por eu estar lavando constantemente, os olhos não incharam. Ao acordar senti meus olhos muito grudados. ”

E não parou por aí. Até o pai, o senhor Edésio Pereira da Silva não fugiu do vírus. Os sintomas foram parecidos, mas por não seguir recomendações médicas houve uma demora na recuperação. “Fiquei em casa sem tomar sol e trabalhar, aí demorou mais tempo para sarar. Utilizei colírio e soro fisiológico para limpar.”

Além desses casos, alguns funcionários do PROCOM de Carangola também estavam com a infecção, assim como a estudante Lana Brant que também contraiu o vírus por uma parente e está em tratamento.

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