Dicas para evitar conjuntivite durante o surto

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Consultamos um médico para esclarecer todas as suas dúvidas em relação ao surto de conjuntivite que está rolando em Carangola e região

Este mês deu susto em muito carangolense. Aqui na região, os casos de conjuntivite têm aumentado consideravelmente. Semana passada, falamos na Folha da terra sobre o surto que tem ocorrido em Minas Gerais (saiba mais aqui). Hoje (27), conversamos com o médico Décio Borcard, 28, para ele tirar todas as dúvidas dos nossos leitores. Pegue o caderninho e anote as dicas para evitar ser mais uma vítima da conjuntivite.

POR QUE ESTÁ ROLANDO ESSE SURTO EM MINAS GERAIS?

Estamos presenciando em nossa cidade e em nossa região um surto de conjuntivite viral. Essa época do ano é marcada pelo aumento do número de casos da doença, pois o calor e a umidade favorecem a transmissão do vírus. Além disso, esse período de transição do verão para um clima mais frio leva a uma queda de imunidade da população em geral, predispondo às infecções oportunistas.

O QUE A POPULAÇÃO PODE FAZER PARA CONTER O SURTO?

É preciso quebrar a cadeia. A única forma é a prevenção. As pessoas diagnosticadas com a doença devem evitar locais com aglomerações, como escolas e serviços de transporte público, por exemplo, devendo permanecer em casa até a resolução do quadro. Lembrando que lavar bem as mãos é o passo mais importante. Dica: usar álcool gel com frequência. Tenha sempre um vidro pequeno com você.

ALÉM DE LEVAR AS MÃOS, QUAIS OUTROS CUIDADOS PODEMOS TER PARA NÃO PEGAR?

A transmissão da doença se dá pelo contato interpessoal (pessoa-pessoa) ou pelo contato com objetos contaminados. Por isso lavar bem as mãos é a melhor forma de prevenção. Não colocar a mão e evitar coçar os olhos, não compartilhar objetos de uso pessoal de quem está com conjuntivite e evitar aglomerações são cuidados que podem ser tomados para se evitar a propagação da doença.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA CONJUNTIVITE VIRAL?

Os sintomas podem variar e o acometimento pode ser uni ou bilateral, mas basicamente a doença se caracteriza por vermelhidão e dor nos olhos, inchaço nas pálpebras, fotofobia (que é a intolerância à claridade) e sensação de corpo estranho (a famosa sensação de areia nos olhos). A coceira também pode estar presente, embora seja mais comum na conjuntivite alérgica. Muitas vezes o paciente acorda com dificuldade de abrir os olhos pela manhã devido ao aumento de uma secreção amarelada, também bastante característica da doença. É importante ficar atento aos sinais de alerta para uma possível complicação, como dor ocular intensa, alterações visuais e a não melhora dos sintomas após o término da medicação. Nesses casos um oftalmologista deve ser consultado.

É NESSE MOMENTO DE AGRAVAÇÃO DA DOENÇA QUE AS PESSOAS DEVEM PROCURAR O MÉDICO?

Um médico sempre deverá ser consultado no caso de suspeita de conjuntivite. A avaliação médica é importante tanto para determinar a gravidade da doença, como para afastar outros diagnósticos.

O QUE QUEM JÁ PEGOU CONJUNTIVITE PODE FAZER PARA NÃO AGRAVAR A SITUAÇÃO?

É muito importante que a população não se automedique, devido ao risco de complicações. Procure o médico para uma avaliação correta. Enquanto isso, a maneira mais eficaz de evitar a disseminação do vírus é através da adequada higienização das mãos e do não compartilhamento de objetos pessoais contaminados.

MUITA GENTE FAZ A UTILIZAÇÃO DE COLÍRIO. É RECOMENDÁVEL?

Para aliviar os sintomas e o desconforto causados pela doença, soro fisiológico gelado e compressas sobre as pálpebras podem ser utilizados. Além disso, é muito importante limpar os olhos com frequência. Mas atenção, NUNCA se automedique, devido ao risco de complicações e sequelas oculares. Para a escolha do melhor tratamento é muito importante que o médico seja consultado. A avaliação individual de cada paciente é fundamental para determinar qual o tipo de conjuntivite e qual o melhor tratamento para aquele caso.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE CONJUNTIVITE E TERÇOL?

São doenças distintas. Enquanto a conjuntivite se refere ao acometimento da conjuntiva (a parte branca do olho) o terçol (nome popular para hordéolo) se caracteriza pelo acometimento das pálpebras, mais especificamente das glândulas que produzem gordura no entorno dos cílios. A inflamação dessas glândulas, causada por uma contaminação seguida de obstrução, leva à dor, inchaço e vermelhidão na região. A diferença principal entre conjuntivite e terçol é que o terçol, ao contrário das conjuntivites infecciosas, não é contagioso.

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