UEMG Carangola paralisa devido à falta de pagamento

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A UEMG, infelizmente, já não é a única instituição educacional em Carangola a faltar verba para pagamento dos salários

“Educação não é mercadoria” estampava um dos cartazes durante o protesto que teve início ontem (23) à noite, na UEMG Carangola. “Não vamos nos calar. Vamos resistir” estava escrito em outro. Gritos de “fora, Temer” foram entoados durante boa parte da mobilização que começou com discursos de integrantes do Diretório Acadêmico (DA) e da vice-diretora Ivete de Azevedo.

“Por causa da obra (feita no prédio), o Braz (Cosenza, diretor da UEMG) fazia as construções, mas ia guardando dinheiro. Foram essas reservas feitas que fez com que a coisa não estrangulasse em janeiro. Desde novembro (de 2017) que não há repasse de dinheiro”, Ivete

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A espera dos administradores pelo dinheiro que deveria ser pago pelo governo de Minas (e a reserva acumulada) acabou por morrer na praia. O repasse nunca foi enviado e a situação se agravou, chegando aos ouvidos dos alunos. “As dívidas foram reveladas para nós na última reunião do CONUN (Conselho Universitário), em Belo Horizonte, na semana passada. Mas que existem problemas financeiros aqui no campus nós temos ciência desde que a UEMG é UEMG”, desabafa uma das líderes do DA, a Roberta Mazer.

A mobilização vai continuar por aqui. As aulas só devem retomar na segunda-feira (28). Funcionários e estudantes acreditam que logo o governo irá atender ao pedido deles e regularizar os pagamentos atrasados. Enquanto isso, vários alunos vivem o medo do sonho de se formarem numa universidade pública acabar. “Meu maior receio é ter as aulas sempre paralisadas e ter um ensino ainda mais precário, com a universidade mais sucateada”, revela Roberta, que está à frente do protesto até amanhã (25).

A paralisação não foi feita apenas em Carangola. Outros campus têm situações ainda mais alarmantes. De acordo com matéria do G1, algumas unidades podem até serem despejadas, já que existem aluguéis de prédios atrasados, assim como serviços básicos, como internet e telefone.

“Quem não integra se entrega. Precisamos nos integrar para não entregarmos o país”, Ivete

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