Projeto de carangolense recebe prêmio da Febrat 2017

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Marlaina Roriz e Gisele Petrina desenvolveram  o projeto “Danças e Potencialidade”, trabalho voltado ao atendimento de crianças especiais

Carangolense, mestre em ensino de arte e concursada, Marlaina Roriz desenvolve desde o ano passado um lindo trabalho na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O projeto realizado no Centro Pedagógico da UFMG se chama Dança e Potencialidades e consiste em ofertar aulas de dança para crianças com necessidade especiais, a fim de garantir um espaço de inclusão.

Marlaina conta que sempre teve referências artísticas presentes em sua vida, a jovem estudou durante boa parte de sua infância na Escola de Jazz  Meia Ponta, foi lá que ela entendeu que aquilo poderia se tornar algo maior. O amor pela dança e arte fizeram com que a jovem fosse aprovada para dar aula na Universidade Federal de Minas Gerais, onde atualmente leciona aula de dança para crianças com necessidades especiais.

“Nossa proposta foi garantir um espaço de aula de danças para essas crianças de inclusão, onde pudéssemos pensar a inclusão de um modo efetivo e também afetivo. Nosso tralho passa muito pela questão da efetividade”, Marlaina

No início do ano de 2017 o grupo ainda era experimental, exatamente para entender a metodologia e estratégias mais adequadas. A equipe contava com alunos com deficiência e seus mediadores, que eram da própria instituição, fazendo com que a experiência em dança se estendesse também para os alunos da graduação.  O trabalho tem como fundamento a consciência do corpo e alguns fatores de movimento de Laban, um  filósofo da dança.

“Esses encontros, que eram semanais,  acabavam reverberando  na relação da criança com o mediador. Era um espaço de criação, onde as crianças podiam trazer elementos e propor coisas novas. Ano passado nós tínhamos três crianças com Síndrome de Down, duas autistas e um  cadeirante.”, Marlaina

Bolinha de massagem, bolinha de gude, pena, bucha, balões, banho a seco (para perceber o corpo), fazem parte das atividade dessas crianças. O tempo sempre foi um fator muito importante, é o que enfatiza Marlaina: “o importante é entender que cada criança na sua singularidade é muito potente.”

O trabalho foi muito desafiador para a mestre, mas, ao mesmo tempo, é o mais encantador da sua carreira. Ela diz que a relação de confiança entre alunos e mestres vai se construindo: “O corpo fala e demonstra o que está precisando. Respeitar esses momentos cria uma proximidade

O bem que traz resultado

No ano passado o grupo se inscreveu na Feira Brasileira dos Colégios de Aplicação e Escolas Técnicas (FEBRAT). Foi a primeira vez que um trabalho de dança participou e o mais especial disso tudo é que uma criança autista quem apresentou o estande.  O trabalho ficou em primeiro lugar. Com isso a equipe ganhou uma credencial para apresentar o trabalho em Braga, Portugal, na Universidade do Minho.  Entretanto, a falta de verba tem dificultado a viagem para as duas estagiárias do projeto, Gisele Petrina   e  Vanessa Mara. Pensando nisso, elas criaram um site com o intuito de arrecadar fundos para a apresentação do trabalho. Quem se identificou com o  projeto e tem interesse em ajudar, é só clicar aqui.

Fotos: Facebook Dança e Potencialidades 

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