Consumo consciente: quais as consequências de não tê-lo

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Na semana do meio ambiente, a Folha da terra trouxe ideias de como você pode ter um consumo consciente e melhorar a situação do planeta

Logo no balcão da recepção do Bombocado Bistrô, a gente já se depara com uma matéria emoldurada. Em letras garrafais, o título “A guerra aos canudos”. Os números em destaque são alarmantes e chamam a atenção de quem passa por ali. Até porque é um item tão banal que ninguém imagina que CADA CANUDINHO leva 500 ANOS para se decompor totalmente na natureza. Quase o mesmo tempo que o Brasil tem desde que foi avistado pela primeira vez por Álvarez Cabral!

Pois é, esses canudos já viraram história e com certeza vão começar a estar nos livros de biologia e meio ambiente. As escolas já começam a fazer a sua parte, mas um incentivo maior pode fazer toda a diferença no mundo. “O ideal seria mostrarmos desde as séries iniciais que o meio ambiente começa na sala de aula, no pátio da escola, na rua onde mora, na praça por onde passa. São as pequenas atitudes que irão fazer a diferença. A criança precisa se sentir parte do meio ambiente e perceber que do cuidado com ele dependerá a sua própria existência”, explica a professora de biologia Regina Sousa.

Em 2015, viralizou pela internet um vídeo de uma tartaruga marinha com as vias respiratórias entupidas por causa de um canudo. Mesmo que você não tenha colocado esse plástico dentro das narinas do animal, você também tem a sua parcela de culpa ao consumir o utensílio. E mais culpa ainda tem quem o joga na rua ou enterra na areia da praia porque não viu nenhuma lixeira no seu (preguiçoso) campo de visão.

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OLHA A ÁGUA! É MENTIRA?

Há uns três anos, os jornais só sabiam falar sobre a seca no reservatório da Cantareira, em São Paulo. O Brasil parou, fez promessas, rezou para todos os santos, ajoelhou no milho e não duvido que tenha apelado até pra dança da chuva. Tudo isso para que finalmente chovesse e a água rolasse em abundância para cidadãos egoístas jogarem fora sem o mínimo de controle novamente. Ê, Brasil…

Sabia que a cada dez minutos com a mangueira ligada você gasta por volta de 190 LITROS de água? Acho que não vale a pena jogar tudo isso fora só para abaixar a poeira da rua, né? Vamos ter consciência e utilizar melhor o que – ainda – temos. Fechado?

QUEM FEZ MINHAS ROUPAS?

Fernanda Araújo, da I Love Frida, criou há alguns anos a campanha “Quem fez as minhas roupas?”, que mostrava e enaltecia as funcionárias que colocavam diariamente a mão na massa para deixar o produto final lindo e pronto para fazer parte do seu guarda-roupa. A ideia deu uma repercussão ótima, afinal as carangolenses passaram a valorizar a marca de roupa da nossa cidade. “Você começa a engrandecer o funcionário, a mão de obra e a sua cidade!”, exclama Nanda. Vai ver assim as pessoas começam a enxergar que roupa barata demais é sinônimo de trabalho mal pago. Ou pior! De trabalho escravo, como a maioria das grandes marcas fazem e acabam virando notícia vez ou outra. Sim, gata(o), isso ainda existe.

Não tem jeito. A gente acaba criando uma ligação emocional com a roupa quando ela vem com uma história. Aí, meu bem, garanto que a peça nunca será esquecida no fundo do guarda-roupa. E se começar a ser, a melhor alternativa é doar, emprestar ou vender.

Luciana Cerqueira, sócia da Marylu, entrou no ramo dos brechós há três anos. Desde então tem se deparado com um desperdício fora do normal! Gente que compra dois sapatos exatamente iguais, pessoas que vendem quiiiilos de roupas (guardadas há sabe-se lá quantos anos sem usar), outras que descartam a peça logo no primeiro furinho… Enfim, é consumo irresponsável que não acaba mais.

“O reuso é a forma mais consciente de consumo de moda porque é uma roupa que já existe, já criou impacto ambiental quando foi produzida e geralmente está em bom estado. Então se você estende a vida útil dela, usando mais vezes ou passando pra outra pessoa, você está reusando uma coisa que já gerou impacto no meio ambiente. Comprar em brechó, pegar emprestado, fazer troca… Acho tudo isso uma forma superlegal de consumir”, Lu

Consumir de forma consciente é saber qual impacto tem na natureza utilizar x ou y item. É pensar na melhor maneira de continuar dentro da sua rotina, seja limpando a casa, bebendo um suco ou tendo roupa “nova”, sem trazer ainda mais prejuízos ao meio ambiente. Não se esqueça: você também faz parte dele.

E aí, você tem feito a sua parte?

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