Professores e representantes do Sind-UTE Carangola realizam ato contra atraso de pagamento

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O Ato que aconteceu ontem (18) ocorreu em várias cidades do Estado. Em Carangola o principal objetivo foi mostrar à população e à sociedade de nossa cidade a real situação dos profissionais da rede estadual de educação

Como já falamos semana passada, desde janeiro de 2016, servidores do Estado de Minas têm seus salários escalonados. Para quem recebe até 3 mil reais o salário é pago integralmente em uma única parcela, a data divulgada pela Secretaria da Fazenda para o recebimento dos proventos do mês de maio era dia 13 de junho. Parte do funcionalismo ,como segurança e saúde, já receberam os proventos. A dificuldade em pagar o funcionalismo público já mostrava sinal de fraqueza no fim do ano de 2017. É o que ressalta a professora de ciência Clayde Milagre, “A partir do pagamento do décimo terceiro de 2017, que foi parcelado em 4 vezes, deu para começar a perceber as dificuldades do Governo em se pagar principalmente a educação.”

A classe dos professores, além de não receber a primeira parcela na data estipulada, vive uma situação preocupante. A primeira parcela foi dividida em duas vezes. Para os trabalhadores na ativa, na última sexta-feira (15) ocorreu depósito de até R$1500 em suas contas. Para os inativos, e aposentados uma parcela de R$1000 está prevista para ocorrer na manhã de hoje(19). O restante do valor ainda não tem uma data definida para ser depositada.

“Todos os meses a categoria aguarda logo no início o anúncio das datas do pagamento, mas nos últimos meses a situação se agravou. Além do parcelamento, dos atrasos nos depósitos e o pagamento em datas diferenciadas para os inativos, agora recebe-se a parcela aos poucos e sem saber uma data exata.” Clayde

O Sindicato de Carangola, juntamente com alguns professores, foram as ruas mostrar a insatisfação com o (des)governo de Pimentel. A categoria afirma que  irão retornar as atividades normais somente quando a situação se regularizar e todos receberem os proventos  referentes à primeira parcela. SEM SALÁRIO , SEM TRABALHO

Para pagar é preciso receber!

A situação começa a preocupar os servidores, muitos deles relatam dificuldades em colocar as contas em dia, luz, água, cartões de créditos, alimentação, são afetadas em função dos atrasos. O descaso com a educação é algo lamentável.

“Estamos excluídos do orçamento do Estado, quando se faz escolhas de categorias para receber seus salários e não se faz nenhuma proposta que divida o “pão” em fatias iguais . Para os profissionais da Educação sobram as migalhas. As dificuldades vão aumentando a cada mês. São as contas a pagar, os juros, a manutenção de condições mínimas de sobrevivência e desequilíbrio financeiro dos/as profissionais.” Clayde

Amanhã haverá um ato em Belo Horizonte. Cleyde e outra representante irão participar do ato e representar a categoria.  #RESPEITOAOEDUCADOR

Fotos: Cleyde Milagre

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