Exposição de Carangola: estampada na saudade

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Quem nunca teve uma saudade chamada Exposição de Carangola?

É intenso, é brega, é cativante, é gula purinha. É crush jogando a beleza na nossa face, é chorar desconto nas batidinhas, é fazer cabaninha pra coleguinha não ter que enfrentar a fila do banheiro. É reencontrar amigos daquele terceirão inesquecível, é marcar um esquenta na Janete, é rolar um pós-festa porque a expô está acabando cedo demais. É pagar mico, é passar vergonha (mas com vontaaade), é rir da própria desgraça. É desilusão com o boy, é reconciliação com as migas, é um novo amor. É história sendo feita.

A Exposição de Carangola tem um poder sobrenatural sobre nós. Ela mexe profundamente com nossas memórias, nossas emoções e nossos bolsos. Final de julho é sempre a mesma coisa: rodas de amigos relembrando aquela expô que o cara pegou a menina insuportável de tão bêbado que estava ou rindo da vez que apostaram quem bebia mais e alguns tiveram que dar uma visitinha na ambulância ou quando ficou bêbado e achou a melhor ideia do mundo gastar sete reais pra andar no Samba ou aquela vez quando conheceu o homem da sua vida.

É só pisar no parque que já lembramos daquele show lá em 2000 e bolinha que o extinto KLB fez o maior sucesso ou da roupa à la passarinho do Castelo Rá-Tim-Bum da Paula Fernandes cantando “Pássaro de Fogo” ou quando Victor & Léo lotoooou aquele Parque de Exposições. É muito sertanejo, mas muito rock regional também. É reggae, é gospel, é forró, é axé (saudades, Beto Kauê). É trilha sonora para as nossas histórias.

A exposição é cheia de vida. Nada mais excitante e saudosista do que a segunda-feira pós-expô. As fofocas, os segredos, as mancadas… Tudo vira babado fortíssimo para dividir com os amigos na sala de aula, na Pedro de Oliveira, na praça ou naquele barzinho pé sujo que vocês amam.

Hoje, reencontrei três antigos colegas de turma que estavam empolgadíssimos com a exposição desde as 16h. Sim, eles já estavam organizando um esquenta a essa hora para depois descer no grau para o parque. Me contaram sobre a alma jovem que têm (mesmo com seus quase 30 anos) e que vão curtir a expô de domingo a domingo. Falei que para eles era quase um Carnaval fora de época. A resposta deles? “É melhor ainda!”

 

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