Dia dos estudantes: repúblicas começam a ter espaço em Carangola

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Quatro meninas e uma república. Festas, estudos e o futuro que está por vir elas contam aqui no Dia dos estudantes

Samara Alves, 20, abriu a porta da sua república, na entrada do Coroado, e foi pura simpatia, como sempre é. Ela é uma das estudantes da UEMG que saíram das regalias na casa dos pais e foram em busca dos seus sonhos aqui, em Carangola. “Eu já tinha programado que iria fazer turismo numa faculdade particular em Vitória. Sou da Serra, uma cidade pertinho de lá, então teria como pegar o carro do meu pai pra ir estudar e voltar tranquila. Mas a turma não abriu! Fiquei desesperada. Eu tinha feito SISU pra cá, mas nem lembrava o nome da cidade que era a universidade. Foi quando recebi um email dizendo que eu estava na lista de espera da UEMG. Conversei com meus pais e com menos de uma semana eu já estava aqui”, relembra Samara, hoje no último período de Turismo.

Além da estudante de turismo, mais duas amigas de turma se juntaram a ela na república, Anna Luiza Lopes e Bruna Vianna, ambas de 20 anos. E quem divide quarto com a Samara é Letícia Zarbietti, 21, que já morava com ela em outra república. Cada uma tem a sua história pra ter vindo parar em Carangola, mas todas foram pegas no susto. Ninguém imaginava uma cidade tão despreparada para o circuito estudantil. “Podia ter um cinema pequenininho, que nem tem em Itaperuna. Só pra gente ter o que fazer no final de semana. Talvez um teatro com stand up comedy. Nem se a gente quer que entregue um lanche depois de meia-noite, não tem como. Já está tudo fechado para entrega”, reclama Letícia, estudante do último semestre de Letras.

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As empresas carangolenses pouco a pouco estão se adaptando à nova clientela universitária e botando as suas fichas em bairros sem ser apenas no Centro. “Só de terem criado o Deck 53 já foi ótimo. Fiquei pensando que agora vai começar a crescer pro lado de cá, ter mais barzinho e aflorar o comércio noturno”, analisa Anna Luiza. Mas como tudo, Carangola também tem seus lados positivos. Como disse a Letícia, “tudo é bem pertinho. Em cinco minutos, já estou na UEMG saindo daqui de casa”. Bruna também vê na proximidade das coisas uma vantagem para se viver por aqui. “Quando cheguei aqui pela primeira vez pedi pro moço me levar no Centro, aí ele: ‘você já está no Centro’ (risos). Minha mãe virou na hora e falou: ‘Bruna, onde você veio parar?’ (risos). Hoje adoro aqui porque a diferença é grande de São Paulo. Lá teria que pegar metrô, gastar muito dinheiro com transporte”, reflete a paulista.

Todas já estão lutando contra a nostalgia, que cisma em pegá-las vez ou outra. As quatro meninas acabaram de ingressar no último período da faculdade. As festas, as novas amizades, a independência conquistada, as discussões, as noitadas regadas a cerveja na casa dos amigos… Toda essa fase gostosa da vida está com os dias contados. Apesar das dificuldades iniciais, agora elas se veem na encruzilhada que é a vida pós faculdade. Se eu puder dar apenas uma dica para vocês, eu diria: continuem corajosas e se jogando de olhos fechados nos seus sonhos. Uma hora eles chegam.

Fotos: Vale Digital e Gabriel Habib Fotografias

 

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