Regina Pacis está prestes a comemorar 100 anos

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A escola que se tornou referência em ensino na região vai completar um século de existência

Quase 100 anos de tradição, de conhecimento, de novos e velhos amigos, de bons professores, de puxões de orelha, de ir parar vez ou outra no famoso sofá da irmã e de muita saudade. Durante esse quase um século, a Escola Servita Regina Pacis foi a base para que os alunos encontrassem seus caminhos dentro da sua futura profissão. Eles com certeza se identificam ao ler, com um leve sorriso no rosto, o início desse texto. É… a Regina Pacis fez parte da história de milhares de carangolenses, divinenses, tombenses e muitos outros da nossa região.

“Tenho lembranças de boas amizades que conquistei na escola e são meus amigos até hoje, carinho, disciplina, regras, direitos e deveres… Tudo isso eu aprendi no colégio. Tenho as melhores lembranças de lá”, Lindsey

Lindsey Fernandes, 31, é cria da Regina Pacis. A mãe trabalhou na escola, fez parte do dia a dia de vários alunos e agora é a Lindsey que passa seus ensinamentos adiante. Formada em pedagogia, hoje ela é professora do 2° ano do fundamental 1. Até na sua forma de ensinar ela se inspira no que aprendeu ali, dentro do colégio que hoje é o seu trabalho. “A minha turma sempre foi ensinada a questionar. Nos tornamos questionadores até demais (risos). Acho que por isso questiono bastante até a minha metodologia para ver o que funciona, o que não dá certo e os porquês”, explica.

Por ter um bom espaço físico e uma estrutura completa para se fazer um bom trabalho, a professora acredita que isso dá a ela as ferramentas para conseguir fazer bem o que mais ama: educar. “O que o professor pretende fazer ele tem instrumento de trabalho para isso. Acredito que o que eu recebi da escola como aluna, hoje consigo passar pros alunos coisas boas e reformular coisas que não concordei muito. Mas ensino dentro da disciplina e respeito que fui ensinada”, esclarece a pedagoga que só tem memórias positivas de tudo que viveu como aluna lá dentro. “Tenho lembranças boas de vários professores. Graças a Deus nenhum me marcou pelo lado ruim”, conta Lindsey.

Os quase 100 anos da Regina Pacis são um marco dentro do ensino particular na região. Além de ser uma das escolas mais conceituadas de Minas Gerais (em 2015, ficou na 19ª posição entre as 100 escolas mineiras com maiores médias no ENEM), o seu prédio é tombado como patrimônio cultural. Por esses e tantos outros motivos que a irmã Leonice, diretora do colégio, começou a contagem regressiva para o centésimo aniversário da instituição. As comemorações se iniciam agora e afloram ainda mais em 2021, quando a antiga Escola Normal (hoje nomeada de Escola Servita Regina Pacis) foi comprada pela madre Cecília, da Congregação Servas de Maria do Brasil.

ORDEM E PROGRESSO

Os dizeres da bandeira nacional são levados ao pé da letra não só no ensino da Regina Pacis como também durante os ensaios da banda e dos alunos que desfilam no 7 de setembro. Ontem (7), mais uma vez o colégio deu um show na rua do Barracão e mostrou a disciplina e alegria dos estudantes ao participarem de um evento tão importante para os brasileiros. Essas características já foram absorvidas há muitos anos pela galera que ama tocar na banda.

“Falei esses dias com a Maria Eduarda, filha da minha amiga Roberta, que o desfile de 7 de setembro para a gente era um megaevento. Depois que começamos a participar da banda era mais divertido ainda! A gente acordava 5h da manhã e tinha todo um ritual: cabelo, maquiagem… Tudo para ir impecável pro desfile”, Lindsey

Em 2004, Lindsey se formou na escola, completando o ciclo da vida estudantil e iniciando outro, que por coincidências da vida ou por destino, a levaram de volta para a Regina Pacis, onde fez amizades únicas, como a dela com a Roberta Mascarenhas. É… estudar ali provoca muitos sentimentos na gente e mesmo quando saímos de lá, levamos conosco o melhor que conquistamos nessa jornada: conhecimento e bons amigos.

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Fotos: Jana Coimbra

 

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