Prefeitura de Carangola não repassa salário dos agentes de saúde

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Profissionais da área da saúde se reúnem para debater situação de salário atrasado com promotor

Na tarde de hoje (11), agentes comunitários de saúde se reuniram na porta do Fórum, juntamente com a vereadora Ana Beatriz Graça, para debaterem sobre o salário referente ao mês de agosto com o promotor Breno Max. “Era pra termos recebido no 3º dia útil, mas agora eles falaram que não têm previsão, sendo que o nosso dinheiro foi depositado para a prefeitura”, revela a agente de saúde Leide Pacheco, 41. Segundo ela, mês passado também houve um atraso, mas a Prefeitura de Carangola repassou o dinheiro no dia 10.

“Nós somos da Atenção Básica. Para nós, o governo estadual repassa o dinheiro para a prefeitura, o que já foi passado no dia 30 (de agosto). São 78 mil reais para 74 agentes. Já tivemos reunião com o prefeito três vezes, com o administrador Bené, duas vezes, com o secretário de saúde também, mas ele não foi. Deixou a gente na mão”, Leide

O problema financeiro do estado já não é novidade para a população que tem cargo público. Na Folha da terra, mostramos a vocês sobre a situação caótica que muitos profissionais estão vivenciando (clique aqui para ler mais). Na área da saúde, os postos de Carangola estão com estruturas precárias.

“A gente tem um programa de melhorias, que chama PMAQ, que repassa também, todo mês, 35, 36 mil reais. Mas esse dinheiro não chega para a gente. Nossos postos estão caindo aos pedaços. Não tem remédio, não tem banco para o usuário usar!”, Leide

Na porta do Fórum, estavam agentes de saúde grávidas, mães de família e mulheres solteiras que dependem só do próprio salário para conseguir o pão de cada dia, como a Leide. “Na minha casa, sou eu e Deus pra tudo! Eu pago o aluguel, as minhas coisas… Com isso tudo, acabo me afundando em dívidas e mais dívidas. A gente recebe um salário mínimo! Eu te pergunto: o que a gente vai fazer?”, questiona.

Atualmente, eles fazem mais do que apenas suas funções nas ruas, de acordo com a agente de saúde. Eles faxinam os postinhos, quebram o galho sempre que precisa, mas a partir de hoje o jogo vai virar. “Agora a gente não faz mais nada disso. Vamos paralisar o serviço que não temos que fazer, como limpeza, recepção, farmácia… Isso não é o nosso trabalho. O nosso serviço na rua continua normalmente. Infelizmente, não temos um sindicato, então se paralisarmos eles vão nos ouvir”, reivindica Leide.

Tentamos entrar em contato três vezes com o responsável pela administração da prefeitura, o senhor Bené, porém não conseguimos encontrá-lo para mais esclarecimentos sobre o caso.

 

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