Novembro azul: o humor de um professor na luta contra o câncer

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Ronaldo Guedes, 57, é professor de Língua Portuguesa e há 3 anos foi diagnosticado com câncer de próstata

Novembro azul é o mês mundial de conscientização contra o câncer de próstata, a doença é muito comum em homens (mulheres também tem próstata e podem desenvolver a doença). De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, no Brasil a cada 38 minutos um homem morre devido a enfermidade.

Ronaldo foi diagnosticado com neoplasia de próstata em julho de 2015. Com uma personalidade e humor ímpar, que cativa todos ao seu redor, inclusive os seus alunos, ele não teve muita dificuldade de encarar essa etapa, que tinha tudo para ser conturbada. Exemplo disso é a forma despojada e descontraída com que trata a doença. O professor diz que o apoio da família foi essencial para se manter firme no tratamento. A chegada de seu neto, Eduardo, deu ainda mais força para que ele continuasse em sua caminhada.

Ronaldo não é muito de demonstrar seus sentimentos, ele reconhece que após o diagnóstico a relação com a família melhorou, e muito. E quando questionado sobre, ele brinca, entre risos: “claro que melhorou, lógico, ficaram com medo que eu morresse e ficassem sem dinheiro”.

Do diagnóstico ao tratamento 

Segundo o mestre, o sintoma que o fez buscar ajuda médica foi dificuldade para urinar. Ao procurar  um urologista, foi recomendado fazer um exame de próstata, por ter instrução e entender da importância do diagnóstico ele não teve receio em realizar o procedimento. Porém, entende que muitos homens, por preconceito ou machismo, não realizam o exame, o que pode acarretar na evolução no quadro da doença.

“As principais barreiras que impedem que os homens não cuidem de sua saúde em geral e da saúde da próstata em particular é preconceito e o machismo, homem quer se mostrar durão, não gosta de mostrar fraqueza. E a melhor forma de quebrar esses paradigmas que acontecem em nossa cultura é por meio de campanhas, como essa do novembro azul, que sucede o outubro rosa (de combate ao câncer de mama). ” Ronaldo

Ao todo foram 38 seções de radioterapia, e como o câncer já estava um pouco avançado e havia atingido parte da bexiga e da vesícula seminal, impediu o procedimento cirúrgico.

“Juntamente com a radioterapia tive que fazer a hormonoterapia, que é um barramento hormonal, a célula maligna se alimenta de testosterona, ao barrar a testosterona ela não tem o que comer e morre de fome”, explica o professor.

A maior dificuldade para Ronaldo foram as reações adversas tanto da hormonoterapia, como da radioterapia. A hormonoterapia fez com que ele tivesse trombose nas duas pernas, crescimento do peito, aumento do peso, pressão alta e impotência sexual. A radioterapia fez com que houvesse sangramento anal e urinário. Atualmente a doença está sob controle, a radioterapia queimou toda a próstata, porém, ainda é necessário seções de hormonoterapia para evitar com que ocorra metástase.

A campanha novembro azul surge exatamente para tornar-se uma referência na orientação de parte da população masculina para cuidarem melhor de sua saúde. Deixe seu preconceito de lado, é de extrema importância realizar os exames com frequência.

Fotos: arquivo pessoal da família

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