Carangolense adota quase 10 animais maltratados

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Depois do episódio da morte do cachorro de rua no Carrefour, carangolense mostra que ainda há muita gente fazendo o bem por aí

Foi na clínica veterinária onde trabalha que Isadhora Padula, 28, se deparou com o primeiro gatinho que pegou pra chamar de seu. “Ele estava perdido e abandonado na rua, ainda filhote. Muito sujo, maltratado e assustado. Uma pessoa viu, levou ele para consultar na clínica em que trabalho e ofereci um lar temporário até que surgisse alguém que adotasse”, relembra ela, que acabou não conseguindo mais se desapegar do pet.

“Eu e minhas irmãs queríamos ajudá-lo, mas os dias foram passando (não precisou de muitos) e ele foi nos conquistando. Resolvemos adotá-lo e parar de procurar um lar porque percebemos que ele já tinha um, e era ao nosso lado. Romeu nos escolheu e gostamos tanto que adotamos outro, o Benjamin, duas paixões que amo com toda força!”, Isadhora

A veterinária sempre foi apegada aos animais de estimação. Apesar de morar em Juiz de Fora com as duas irmãs e os gatinhos, o amor pelos bichanos foi herança passada de pai pra filha. “Meu pai é louco por cachorro, aí a gente não aguenta e pega tudo!”, ri. Só em Carangola, a família tem dez cachorros que foram, praticamente, todos adotados quando estavam bem fracos e maltratados. Recentemente, acharam dois filhotes na rua e adivinha o que fizeram!

“Levamos os dois para casa! Todos da ninhada morreram, estavam péssimos. Esses dois são filhotões ainda, eles são grandes (rsrs)”, Isadhora

PET LOVERS

A profissão ajuda a Isadhora a encontrar muita gente bacana que abre os braços, assim como ela, para adotar animais de rua. Alguns foram atropelados, outros estão feridos, precisando de um suporte médico, por isso ela leva vários pra clínica para cuidar deles enquanto não acha um lar pra eles chamarem de seu. “Me traz uma alegria imensa saber que aquele animal ficou bem, que sua vida foi salva graças à minha ajuda e aos meus cuidados e que ainda ganharam um lar. Não tem preço e não tem gratificação maior na minha profissão!”, conta orgulhosa do trabalho. Nessas casas, os pets encontram um coração gigante à espera deles.

“Como médica veterinária, vejo de tudo… Pessoas que ajudam, que não medem esforços, que contam casos de animais de rua traumatizados que resolveram adotar, que dividem de dez vezes no cartão, mesmo não tendo condições, mas não deixam de dar assistência veterinária, que denunciam maus-tratos sem pensar duas vezes, que têm coração”, Isadhora

Mas nem tudo são flores. “Vejo também pessoas que tratam os animais como objetos descartáveis, que não cuidam e os abandonam, muitas vezes quando eles mais precisam. Gente que tem condições de pagar um tratamento, que traria uma qualidade de vida sem igual, e não pagam nada. Não valorizam, acham desperdício”, explica. Em Juiz de Fora, é raro a veterinária ver lugares com ração ou água para os animais de rua. Essa é uma ação tão pequena, mas que pode mudar muito o rumo de vários bichinhos. Ela sempre faz a sua parte e deixa tudo na porta da clínica onde trabalha para que eles se alimentem e se hidratem.

COMO AJUDAR?

“Vendo casos de maus-tratos com animais, eu fico sem chão e confesso que muitas vezes sem esperança, devido às leis não serem tão rígidas quanto deveriam. Muitas vezes, ou a maioria delas, a pessoa fica impune de todo o sofrimento que causou, e quando paga uma multa ou vai preso, se ficar alguns dias, é muito. Na minha opinião, quanto mais as leis forem rígidas e severas, mais essas pessoas vão levar a sério. Campanhas ajudam muito, ONGs, projetos, etc, mas o que também é essencial é que quanto mais incentivarmos e fizermos o bem, mais ele se propaga. E isso começa em casa, na criação, nas escolas… Espalhar o bem, dar o exemplo, ajudar um animal de rua, oferecer uma água, isso faz com que outras pessoas vejam e façam o mesmo, levam adiante. Dar o exemplo e fazer o bem a quem só tem amor pra dar, a quem muito depende de ajuda e carinho”, Isadhora

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Fotos: arquivo pessoal da Isadhora Padula

 

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